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Luciana Valim

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Luciana Valim é coordenadora de Marketing e Comunicação da HUGO BOSS do Brasil


- Alguns números apontam que os homens têm consumido mais itens de luxo, principalmente quando o assunto é moda. A Hugo Boss sentiu essa mudança? Você concorda que os homens estão mais consumistas?

Luciana Valim - Nos últimos anos, o crescimento da renda e a inclusão social proporcionaram um aumento de consumo e com certeza beneficiaram o setor do luxo. O público masculino sempre representou a maior parcela dos nossos clientes. Nem sempre chegam acompanhados e com freqüência sabem exatamente o que querem. Nesse sentido o homem tem se tornado cada vez mais independente. Hoje a exigência - seja com a aparência, com a qualidade ou o caimento de uma peça – se tornou uma característica muito forte nos homens e um grande fator pelo aumento do consumo de itens de luxo. Os homens prezam cada vez mais por marcas que seguem padrões e valores essenciais à sua satisfação e que respondem às suas demandas. No Brasil, é possível afirmar que o consumo por artigos de luxo tem se tornando cada vez mais acessível através da facilidade de pagamento com a opção de parcelamento. Isso acaba se tornando uma vantagem, pois muitas vezes conquistamos um novo cliente que se identifica com a marca e com o mix de produtos que oferecemos.

 

 

- A Hugo Boss enxerga alguma particularidade no consumidor brasileiro? Acha que em algum (ou alguns) ponto(s) nos diferenciamos, por exemplo, dos europeus?

Luciana Valim - O patamar de confiança do consumidor brasileiro é muito mais elevado. Mais influenciável, o consumidor brasileiro também age muito por indicação. Além disso, ele costuma ser mais racional e menos impulsivo, ou seja, é mais precavido em relação aos gastos. Porém, essa característica também tem se tornado um fator importante para o consumidor europeu, que ainda enfrenta as conseqüências da crise econômica. O europeu se preocupa mais com a questão da sustentabilidade, da onde e como foram fabricados os produtos que consome. Outra diferenciação é em relação às compras online para itens de moda. Apesar de o comércio online estar em forte expansão e ser cada vez mais exigido pelo consumidor, o cliente brasileiro ainda prefere se deslocar para fazer suas compras, ter a experiência de tocar na peça, sentir a qualidade, experimentar e sair com a sacola em mãos. Para ele a ferramenta do e-commerce muitas vezes serve apenas como vitrine virtual. Já o consumidor europeu prefere a comodidade de escolher sem ter que sair de casa. Ele ousa e arrisca mais.

 

-Quais os planos da Hugo Boss para o Brasil?

Luciana Valim - O ano de 2012 será um ano muito promissor para a HUGO BOSS.  Dentre os planos de expansão para o ano corrente, mais quatro lojas devem abrir as portas no país. A mais importante delas, a Flagship Store no Shopping Iguatemi JK, em São Paulo, irá lançar a linha feminina da marca. Vamos encarar o desafio de levar ao público feminino, tão exigente quanto o nosso cliente masculino, peças que seguem os mesmos padrões de elegância, qualidade e modernidade. De acordo com o perfil do mercado local, a linha feminina deverá ser implantada também nas futuras aberturas. Para o segundo semestre, além da reabertura da loja do Iguatemi SP após uma reforma de expansão, a HUGO BOSS chega ao público carioca, com uma loja no Village Mall no Rio de Janeiro. Recife também terá uma loja no Shopping Rio Mar antes do final do ano. Em um ponto de vista geral, nosso foco está nas aberturas, com estratégias específicas para cada região. Pretendemos assim dobrar o nosso faturamento até 2015.