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Juliana Pereira é responsável pelo marketing da Montblanc no Brasil.


1) Quais investimentos a Montblanc estuda fazer no Brasil nos próximos meses/anos?


Juliana Pereira - O interesse e atenção da Montblanc no mercado brasileiro não é um advento recente causado pela relevância dos BRICS na economia mundial. Nossa marca está presente no Brasil há mais de 50 anos e foi pioneira na abertura de boutique dedicada 100% à diversa gama de produtos que incluem, além dos renomados instrumentos de escrita, relógios, artigos de couro e joias. Como não poderia ser diferente, a marca continua acreditando no potencial de crescimento do nosso país e vamos inaugurar novas Boutiques exclusivas até o final do ano, além de fortalecer a estratégia e investimentos na distribuição da categoria de produtos que mais cresce na Maison: Relógios.

 

2) Por se tratar de uma marca top of mindo no mercado de luxo, a Montblanc é uma das mais requisitadas por quem acaba de começar a ganhar dinheiro. Qual a estratégia da empresa para tentar agradar a todos: a classe emergente e os clientes mais exigentes?


Juliana Pereira - Vemos o cliente Montblanc como uma pessoa que compartilha da nossa paixão pela cultura, pelas artes, pelos detalhes, pela precisão do artesanato europeu, pelo prazer da escrita e literatura, pela beleza do design atemporal. Nossa estratégia é atrair um público refinado intelectual e culturalmente, que não vê o consumo somente como um ato de consumo, mas como uma forma de adquirir conhecimento e vivência de mundo, o que só uma marca de tradição como a Montblanc pode trazer como valor agregado aos seus produtos. Nossos produtos em geral são passados de pai para filho carregando as emoções e os traços de quem o usou.

 

3) Como a empresa lida com a alta carga tributária no país? As taxas constituem o principal desafio da marca no Brasil ou há outros grandes obstáculos?


Juliana Pereira - Este tema é muito complicado, não somente para Montblanc Brasil, mas também para Montblanc Internacional, pois ambas as operações sacrificam ao máximo as suas margens para que os brasileiros possam adquirir nossos produtos nas 9 boutiques ou nos 80 joalheiros autorizados em todo o Brasil, sem ter que esperar viagens pontuais ao exterior para comprar-los a preços semelhantes. Nosso país ainda tem uma política generalista que, para proteger a indústria de produção para o grande público, cria regras que afetam operações que atendem os mercados de nicho. Como a dos produtos específicos de manufatura artesanal europeia, que poderiam trazer muitos investimentos e empregos para nossa população ao invés de exportar consumidores e impostos para os outros países. Excetuando-se a carga tributária o consumidor brasileiro está totalmente preparado como os consumidores tradicionais compreendendo bem o que consome.