Marketing S.A.

Christian Kellner Haak

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Christian Kellner Haak é Gerente de Marketing da AOC

 

1 – Por que a AOC resolveu participar de forma mais ativa no mercado de luxo?

 

Os produtos que fabricamos no Brasil, nas duas fábricas (Jundiaí e Manaus), como TVs, Monitores, PCs All In One, Tablets e TVs Monitores têm penetração e são objetos de desejo em todas as classes sociais. A AOC fabrica esses mesmos produtos com diversificação de preço e recursos para atingir cada camada da sociedade brasileira.

 

E o mercado de luxo não foge à regra, além de ser fundamental para a construção da imagem de marca no mercado, pois esse público AAA é formador de opinião. Quando o topo da pirâmide consome nossos produtos, acaba gerando desejo em todos os outros segmentos, até a base.

 

2 – Quais as expectativas da marca neste segmento?

 

A expectativa da AOC nesse segmento é ser considerada uma excelente opção de compra, sem dever nada às tradicionais marcas do nosso mercado. Nós somos um dos maiores fabricantes globais de telas. No ano, passado produzimos mais de 60 milhões de monitores e mais de 13 milhões de TVs, com marca própria AOC e em regime de OEM para os principais fabricantes em operação no país e no mundo.

 

No mercado de PCs e All In One, somos líderes de mercado há 2 anos. Portanto, temos know-how, tecnologia, capacidade de produção e qualidade para atender todas as necessidades do mercado brasileiro.

 

3 – Na sua opinião, quais os grandes desafios do mercado AAA brasileiro e como a AOC consegue contorná-los?

 

O grande desafio do mercado AAA é ser competitivo no país, por conta do “custo Brasil”, especialmente pela alta carga de impostos e deficiências em infraestrutura, o que acaba onerando bastante esse mercado. Vide o ocorrido com automóveis.

 

Em vez de o governo desonerar ou incentivar a produção nacional de veículos de luxo, resolveu deixar mais caro os importados. Dessa forma, o público AAA acaba pagando mais por aqui. No caso específico da AOC, que fabrica televisores, PCs All In One e Monitores, esse custo também impacta, deixando o equipamento nacional mais caro no Brasil que lá fora.

 

Vários produtos de alto luxo são vendidos em países estrangeiros com preços melhores que os comercializados no mercado interno, e as pessoas preferem trazer de fora a comprar por aqui. Porém, para a maioria dos modelos que fabricamos dificilmente alguém traz uma TV de tela grande ou computador tudo em um de fora. O que diminui esse impacto é que alguns desses produtos recebem incentivos fiscais para serem produzidos nacionalmente, como as TVs em Manaus e os tablets e PCs All In One em Jundiaí.